O suporte psicológico aos pais justifica-se nos mais variados contextos, desde situações que envolvem filhos com comportamentos disruptivos, crianças e jovens com hiperatividade, com ou sem défice de atenção, problemas de oposição desafiante, até crises com origem em fatores extrínsecos à criança ou ao jovem. Assim, a intervenção do psicólogo num contexto denominado aconselhamento parental justifica-se plenamente na resolução de conflitos, sobretudo em situações que requerem uma intervenção urgente.
Os objetivos deste suporte passam por reduzir o stresse, a culpa e a exaustão parental, aumentar a sensação de competência e controlo, promover estratégias educativas consistentes, que proporcionem segurança à criança e/ou ao jovem, melhorar o relacionamento entre os cuidadores e os seus filhos, prevenir a escalada de conflitos e o burnout familiar, bem como promover a articulação e cooperação entre professores e/ou outros técnicos envolvidos no acompanhamento dos filhos.
As modalidades de aconselhamento assentam em áreas como a psicoeducação, o treino de competências parentais, o apoio emocional aos pais e o desenvolvimento de estratégias de autorregulação emocional, de forma a contribuir para a autorregulação dos filhos. Incluem ainda a intervenção na estrutura familiar, com vista à melhoria dos padrões de comunicação, à redução dos ciclos de escalada de conflitos, ao alinhamento das práticas parentais entre cuidadores e, por fim, à articulação com a instituição escolar e outros técnicos envolvidos.
A mensagem-chave consiste em interiorizar que procurar apoio não é, de forma alguma, sinal de fraqueza ou impotência, mas sim uma demonstração de lucidez. Não se trata de uma falha parental, mas de um desafio relacional e desenvolvimental a ser trabalhado, no qual todos os elementos da família podem crescer.